Quando o coração toca mais alto que a viola
Buenas, vivente! Aquela melodia que faz os olhos marearem de emoção segue ecoando pelos corredores do Lar São Vicente de Paulo. Mesmo depois que o contrato oficial arriou as esporas – com o fim dos recursos da Lei Aldir Blanc após oito meses de projeto – os músicos da Escola Ibaldo seguem fazendo o que os gaudérios de bom coração sabem: honrar a palavra empenhada com as vovós que lá vivem. É que o projeto de musicoterapia virou uma querência no coração de quem participa, mais aconchegante que uma roda de mate em tarde de inverno.
Troféu de gratidão pra quem mexeu com o baú das lembranças
No dia 27, o Lar não quis deixar passar em branco o fim do contrato oficial. O diretor Sergio Beviláqua Wosniak, mais emocionado que guri em primeiro rodeio, junto com a prenda Roberta Dorneles de Souza, assistente social, e a diretora interna Maiara Fagundes Oliveira entregaram um certificado de agradecimento pros artistas da Ibaldo. Foi um momento de reconhecimento pelo serviço que fez a diferença na vida daquelas vovós, que quando escutam os acordes antigos, ficam mais animadas que cusco em dia de feira! Mas o que ninguém esperava era que o laço criado entre os músicos e as idosas fosse mais forte que corda de laçador.
Acordes que nem o tempo consegue silenciar
E foi aí que os bagual da Escola Ibaldo, Stanlei de Oliveira Fernandes e Luana Braun, resolveram que contrato acabado não significa adeus. Decidiram por conta própria seguir visitando o Lar uma vez por mês, levando aquilo que faz os olhos das vovós brilharem mais que estrela em noite de fronteira: músicas que abrem o baú das lembranças de quando elas ainda eram jovens prendas. É uma verdadeira terapia que faz a memória trotar por campos antigos, os corpos se movimentarem mesmo cansados pelo tempo, e os corações se acalentarem com melodias que contam suas próprias histórias. Como bem diz o ditado gaúcho: ‘Quem canta seus males espanta, e quem ouve, revive!’
O diretor Sergio Beviláqua, com a voz embargada como quem recorda um bom tempo de campanha, destaca o quanto o trabalho realizado no Lar é especial e humano: ‘As famílias estão interagindo e algumas até levam as vovós para almoçar ou participar de eventos juntos. Aqui primamos pelo bom atendimento de amor cristão que chegou a terceira idade e precisa de cuidados especiais’. Em Alegrete, onde cada idoso carrega histórias do nosso pago, ações como a da Escola Ibaldo mostram que a música não é só entretenimento, mas um remédio que a receita médica não consegue prescrever – é bálsamo pra alma gaúcha que segue forte, mesmo depois de tantas tropeadas pela vida.
Compartilha esse causo com aquele amigo músico que tem o coração do tamanho do pampa! A melodia da solidariedade precisa ecoar pelos quatro cantos do nosso Alegrete!









