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As NOVAS TROPAS da querência: Famílias alegretenses mostram que AFETO é o laço mais FORTE do pago

Do galpão tradicional às invernadas modernas, os lares de Alegrete refletem as muitas formas de ser família na Fronteira Oeste gaúcha





De outros tempos e outros rumos

Buenas, vivente! Aquela família tradicional que era mais certa que tiro de laço em domingo de rodeio já não é a única formação que se vê por essas bandas do Rio Grande. Nos campos de Alegrete, assim como no restante do Brasil, os lares estão mais variados que os sabores de um carreteiro bem temperado. A assistente social Marta Pires, que lida com as famílias da região como quem cuida de um rebanho precioso, confirma essa transformação: ‘As famílias estão se adaptando às escolhas e realidades das pessoas. Isso já é uma realidade entre nós, mesmo que de forma discreta’. É como diz o velho ditado campeiro: não existe apenas um jeito de tropear a boiada!

Novos arranjos da prenda e do peão

Mas bah, tchê! Os números do IBGE mostram que o cenário mudou mais que campo após chuva forte. Entre 1995 e 2015, as famílias com filhos diminuíram de 57% para 42% dos lares brasileiros. Já os casais que decidiram não ter prole aumentaram de 12,9% para 19,9%. E tem mais: as famílias conduzidas por apenas um dos pais – mais sozinhas que cusco em estrada de campanha – já somam 16% dos fogões acesos pelo Brasil. Carlos Machado, tabelião do Cartório de Registro Civil da cidade, também testemunha os novos tempos: ‘Já registramos algumas uniões homoafetivas aqui em Alegrete. Tudo é feito com o mesmo respeito e legalidade de qualquer casal’. O Supremo Tribunal Federal reconheceu estas uniões desde 2011, e em 2013 o Conselho Nacional de Justiça determinou que todos os cartórios realizassem casamentos entre pessoas do mesmo sexo, garantindo direitos de adoção, partilha de bens e herança. É o Brasil e Alegrete galopando juntos pelos campos da igualdade!

O coração que define a invernada

Por essas querências da Fronteira Oeste, o que não falta são exemplos dessa diversidade. Luana Farias, alegretense de raiz, criou o filho sozinha, com o apoio da família, como quem conduz um potro com firmeza e carinho. ‘Minha família não é convencional, mas é completa de amor. E isso, pra mim, é o que importa’, declara ela, mais decidida que peão em disputa de tiro de laço. E não é só isso: por todo canto da cidade se vê avós criando netos, casais sem filhos construindo sua história e famílias homoafetivas mostrando que o que faz uma casa ser lar é o sentimento, não a formação. Como diria o psicólogo Eduardo M. Lopes, que trabalha com famílias alegretenses: ‘O preparo e o vínculo afetivo desses casais é sólido. O que ainda existe é o preconceito social’. É como tentar laçar o vento minuano – não adianta resistir às mudanças que já chegaram!

Como bem resume a professora Débora: ‘A família pode ter muitas formas, mas seu valor é sempre o mesmo: ela é nosso primeiro e mais importante elo com o mundo’. Aqui em Alegrete, a lida diária das famílias mostra que, tradicional ou moderna, é o laço de afeto que mantém a tropilha unida. E se tem algo que o gaúcho sabe valorizar é o verdadeiro significado de parceria, lealdade e amor – qualidades que definem qualquer família, independente da forma que ela toma ao redor do fogo de chão.

Compartilha esse causo com aquele parente que ainda acha que família só tem um formato! A invernada tá grande e tem espaço pra todos os tipos de tropilha!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/as-novas-configuracoes-da-familia-brasileira-um-retrato-em-transformacao/


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