Buenas, tchê! Nem tudo que reluz é ouro na porteira
Mas bah, tchê! Tem um assunto delicado rondando as rodas de mate que precisa ser falado sem rodeios. Assim como potro xucro precisa de ginete experiente, certos medicamentos não podem ser domados sem a orientação de um doutor. Estamos falando daqueles comprimiditos, gominhas e cápsulas ‘milagrosas’ pra ‘animar o galpão’ que andam sendo vendidos pela internet mais fácil que bergamota em safra. Como diz o ditado campeiro, ‘em porteira sem cadeado, qualquer bicho pode entrar’ – e é justamente o que acontece quando esses produtos clandestinos chegam sem controle aos pagos gaúchos, prometendo vigor mas escondendo perigos maiores que buraco em estrada de chão.
Quando o remédio vira veneno nas veias do gaudério
Olha só, vivente, a coisa é mais séria que cusco brabo na porteira! Esses estimulantes sem receita podem derrubar um cristão mais ligeiro que touro em rodeio. O farmacêutico Jucelino Medeiros Marques Junior, gaúcho formado e com mais títulos que troféu de gineteada, alerta: o uso desses produtos pode causar infarto, AVC, queda da pressão mais repentina que chuva de verão, perda da visão ou da audição, e ainda deixar o sujeito mais dependente que terneiro de teta. E tem mais: aqueles produtos que andam prometendo ‘energia’ ou ‘ganho de massa’ nas academias podem estar escondendo essas substâncias proibidas pela Anvisa mais disfarçadas que contrabandista na fronteira. Um perigo dos grandes, tchê!
A receita do doutor é que nem conselho de velho: vale ouro
Bom, meu amigo, a prosa é direta como laço de campeiro: esses remédios só prestam quando o doutor receita, depois de olhar o vivente de cima a baixo, considerando o estado das coronárias como capataz avalia a saúde do rebanho. Qualquer promessa de resultado ligeiro que nem cavalo em disparada e sem selo da Anvisa tem que ser evitada como cobra no caminho. Desconfie de empresas sem licença sanitária como desconfia de forasteiro em dia de festa – elas colocam a sua saúde em risco mais certo que geada em julho mata a plantação. E se desconfiar de alguma reação ruim ou produto irregular, denuncie nos sistemas da Anvisa – VigiMed e Notivisa – como bom cidadão que alerta o vizinho quando vê fumaça suspeita no campo.
No fim das contas, vivente, esses medicamentos são que nem faca boa: úteis nas mãos certas, perigosos nas erradas. Podem ajudar quando receitados pelo doutor, mas fora disso, transformam um simples desejo de mostrar serviço em risco à vida, mais grave que travessia de rio cheio. Aqui em Alegrete e em todo nosso Rio Grande, precisamos valorizar mais a saúde que a pressa, porque, como diz o velho ditado campeiro: ‘não adianta ter pressa de chegar se não tiver saúde pra aproveitar a festa’.
Compartilha esse alerta com aquele compadre que vive se gabando de comprar ‘remédio milagroso’ sem receita! Pode salvar a vida de um gaudério que tu preza!








