Um chimarrão pra curar a alma
Mas bah, tchê! A roda de chimarrão hoje vai ter prosa diferente. É que 10 de outubro não é um dia qualquer no calendário – é quando o mundo inteiro para pra pensar na saúde daquilo que a gente carrega entre as orelhas. O Dia Mundial da Saúde Mental, mais importante que bombacha nova em domingo de rodeio, conta com o apoio firme da Organização Mundial da Saúde (OMS), que todo ano escolhe um tema novo pra gente refletir, assim como o capataz escolhe o campo pra invernada. A data vem recheada de campanhas educativas, debates acalorados como roda de mate em tarde fria, e ações comunitárias que fazem o povo prosear e cobrar dos governantes que afrouxem os cordões da bolsa pra investir na saúde da cabeça do povo.
A prenda que cuida das mentes alegretenses
Aqui nos pagos de Alegrete, a psicóloga Nádia Mileto não deixou a data passar em branco, como cusco em dia de trovoada. A profissional, mais dedicada que peão em véspera de rodeio, mandou uma mensagem que faz a gente pensar feito potro diante de porteira aberta. Ela bateu na tecla da importância de nomear, o quanto antes, mais colegas da área pra dar conta do atendimento da população que anda precisando de ajuda. Com a hospitalidade típica de quem oferece o último mate da cuia, Nádia estendeu um abraço afetuoso em nome da AFAMISMA — Associação da Saúde Mental — a todos os usuários, familiares, trabalhadores e gestores que estão na lida diária com esse cuidado tão fundamental em saúde. ‘Sem saúde mental não há saúde’, destacou a psicóloga, com a firmeza de quem sabe que está falando uma verdade mais clara que água de vertente.
O Brasil na rédea curta do estresse
Olha só, vivente: o nosso Brasil está mais estressado que gado em dia de vacina. A pesquisa da Ipsos de 2024 mostra que 42% dos brasileiros andam mais agitados que formigueiro remexido, dizendo que vivem estressados, e 54% consideram a saúde mental o principal problema de saúde do país – mais preocupante que estiagem em tempo de plantio! E mesmo assim, mais da metade das pessoas que enfrentam a ansiedade ou depressão nunca procuraram um doutor da cabeça, como se esconder o problema embaixo do poncho fosse resolver. A ONU nos conta que em 2023 foram registrados mais de 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais – um salto de 134% comparado com o ano anterior, mais impressionante que cavalo crioulo em prova de laço. As principais causas? Reações ao estresse (28,6%), transtornos de ansiedade (27,4%) e episódios depressivos (25,1%). Enquanto isso, o uso de remédio pra cabeça cresce mais que inço em terra boa, especialmente entre as prendas de 20 a 59 anos das classes D e E, com estudo superior e sem plano de saúde.
Cuidar da mente é mais necessário que água em tempo de seca, vivente! O equilíbrio mental melhora tudo na vida: as relações ficam mais saudáveis que pastagem bem cuidada, o bem-estar cresce como plantação após chuva boa, e os riscos de doenças e vícios diminuem que nem gado quando avista o capataz. Por muito tempo, buscar ajuda psicológica era visto com mais preconceito que forasteiro em festa de comunidade, mas isso vem mudando. Depois daquela tal pandemia, mais gente procurou acompanhamento psicológico que abrigo em dia de temporal, ajudados por iniciativas gratuitas que aparecem como boas novas no horizonte. Aqui em Alegrete, a mensagem de Nádia Mileto ressoa como um chamado para olharmos mais para dentro, cuidando da saúde mental com o mesmo carinho que dedicamos ao nosso pago amado.
Compartilha esse causo com aquele compadre que sempre diz que ‘problema da cabeça é frescura’! Quem sabe ele não aprende que cuidar da mente é coisa de gente forte, tchê!









