O cusco meteorológico que morde nossa querência
Mas bah, tchê! Lá vem ela de novo, mais teimosa que cusco velho atrás de carreteiro! A La Niña, esse fenômeno climático que é pior que sogra em dia de jogo do Inter, foi confirmada oficialmente pelos viventes da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) na última quinta-feira (10). O resfriamento das águas do Pacífico tropical já está mais firme que nó de laço e deve seguir campereando pelos próximos meses, trazendo seus efeitos pra nossa querência e outras partes do mundo. É como aquele vizinho inconveniente que aparece sem avisar e fica tempo demais – só que, nesse caso, trazendo dias mais secos que bombachas no varal.
Mais seco que raspa de queijo em fundo de cuia
Segundo os entendidos da NOAA, o fenômeno já começou a dar as caras em setembro, quando as águas do tal Pacífico equatorial esfriaram mais que pé de gaúcho em rodeio de inverno. Os termômetros na região conhecida como Niño 3.4 marcaram entre -1,0°C e -0,5°C abaixo da média, mais caído que chapéu em dia de minuano. O Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI) aponta que há 60% de chance dessa La Niña persistir entre outubro e dezembro, continuando fraquinha até o verão 2025/2026, pra depois, lá por março, dar uma chance de 50% de voltarmos à situação normal. É como aquele entrevero que começa devagar, mas vai esquentando aos poucos.
A prosa que nenhum produtor queria escutar
Pra nós aqui da Fronteira Oeste, principalmente em Alegrete e arredores, a La Niña significa uma coisa só: seca mais comprida que história de pescador e escassez de chuva mais certa que morte. Isso deixa nossos produtores rurais mais preocupados que gado em véspera de marcação, tchê! Os campos vão amarelando como barba de milho velho, as lavouras sofrem, e o bicharedo fica espiando pro céu, esperando uma água que tarda a chegar. Até mesmo os negócios que dependem da chuva pra seguir tocando o trote já começam a fazer suas rezas. Como dizia o finado Seu Juvenal lá da Barragem: ‘Seca na fronteira é que nem visita ruim – quando chega, ninguém sabe quando vai embora!’
Em resumo, vivente, o tempo que se aproxima promete ser mais desafiador que domar potro xucro. Enquanto La Niña estiver por aqui, o jeito é economizar água como quem guarda moedinhas no cofrinho, cuidar dos bichos e plantações com atenção redobrada, e manter a esperança mais firme que esteio de galpão. Afinal, nós, da fronteira, já enfrentamos muita seca braba e sempre seguimos em frente, com a resistência que só o povo desta terra conhece. Como sempre dizem os mais antigos: ‘Depois da seca mais forte, vem sempre a chuva mais generosa’. Que assim seja para Alegrete e toda a nossa região.
Compartilha esse alerta com aquele produtor rural amigo que precisa se preparar pra enfrentar a seca que vem por aí! Manda no grupo da família – todo gaúcho precisa saber o que nos espera nos próximos meses!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/dias-secos-e-sem-chuva-os-impactos-de-mais-um-la-nina-na-regiao-sul/









