O Santuário da Tradição que faz o coração gaúcho pulsar
Mas bah, tchê! Se tem um lugar que faz o peito de qualquer gaudério inflar de orgulho é o Marco das Três Divisas. Esse monumento histórico e cultural é mais importante pro tradicionalismo que bombacha pra peão em dia de fandango! É dali, debaixo daquele céu imenso e azul, que ano após ano a Chama Crioula parte pra iluminar toda a 4ª Região Tradicionalista (4ª RT). Como uma centelha que se espalha pelos campos, essa chama carrega a memória viva da Revolução Farroupilha, acendendo o fogo do orgulho em cada coração que bate no ritmo das tradições. O monumento é o ponto zero, a nascente de onde brota a correnteza das celebrações que vão banhar todos os rincões da nossa querência.
O segredo das sete flâmulas que o vento minuano beija
Na última quinta-feira (11), quando a Chama Crioula foi distribuída, um espetáculo mais bonito que entardecer na campanha chamou a atenção: sete bandeiras dançando ao som do minuano, aquele vento teimoso que nunca deixa de visitar nossas coxilhas. Mas tu já te perguntou que pavilhões são esses, vivente? No centro, imponente como o Rio Grande em época de enchente, tremula o pavilhão da República Federativa do Brasil. Ao seu lado, a bandeira do nosso Rio Grande do Sul, mais firme que estaca em banhado duro. À direita, a bandeira de Alegrete, a 3ª Capital Farroupilha, cidade que os cavalarianos terão que trotear por 42,4km pra dar início à semana mais gaúcha do ano. É como se diz por aqui: tão perto que dá pra sentir o cheiro do churrasco!
A roda dos municípios que honram nossa fronteira
Seguindo a roda como em uma grande roda de chimarrão, encontramos a bandeira da Barra do Quaraí, aquele município que fica mais longe que potreiro de vizinho, a uns 171km do Marco. Depois, a bandeira de Uruguaiana, a 102,3km do monumento, mais imponente que galo em terreiro próprio. Do outro lado, como quem olha pro poente, está o pavilhão de Quaraí, cidade irmã da fronteira que se acomoda a 78,3km do Marco. E completando esse fandango de cores e histórias, a bandeira da própria 4ª RT, com seu lema que é mais forte que laço de tropeiro: ‘Na região das três divisas cultivamos a tradição, o civismo e a honra’. Esses quatro municípios – Alegrete, Barra do Quaraí, Quaraí e Uruguaiana – formam a região que é mais tradicionalista que cusco em dia de rodeio, todos filiados ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).
Este monumento não é apenas um marco geográfico, mas o coração pulsante de onde se espalha a tradição por toda nossa querência. É dali que parte a chama que ilumina os valores que nos fazem gaúchos: o respeito à terra, o amor às tradições e o orgulho de uma história construída a mãos cheias de coragem. Quando o vento minuano faz tremular aquelas sete bandeiras, é como se os antigos farrapos sussurrassem: ‘Segue em frente, guri, que a tradição não pode morrer!’
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que conhece todos os CTGs mas nunca reparou nas bandeiras do Marco das Três Divisas!
Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/quais-eram-as-7-bandeiras-erguidas-no-marco-das-tres-divisas/








