Buenas notícias pro Brasil, mas o causo por aqui é outro
Mas bah, tchê! Enquanto o restante do Brasil comemora números mais fartos que panela de carreteiro em domingo de rodeio, a prosa aqui pelos campos de Alegrete é bem diferente. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou que a safra nacional de soja deve alcançar a impressionante marca de 170,3 milhões de toneladas em 2025 – um número tão grandioso que nem contando todos os grãos durante uma roda de chimarrão bem demorada se chegaria ao final. O esmagamento da oleaginosa também deve crescer 0,7%, chegando a 58,5 milhões de toneladas, mostrando que a lavoura brasileira está mais forte que touro de raça em exposição.
A seca castigou mais que sol de meio-dia na fronteira
Enquanto o Brasil inteiro se prepara pra uma safra de fazer inveja, os produtores de Alegrete estão mais abatidos que cavalo depois de tropeada longa. Segundo o engenheiro agrônomo Tiago Pedroso, da Emater, nossos viventes plantaram cerca de 115 mil hectares de soja nesta safra, área maior que muita invernada por esse Rio Grande afora. Mas o resultado foi mais triste que galpão vazio em dia de festa: apenas 16 sacas por hectare foram colhidas, quando o esperado seria 45 sacas pra considerar a safra boa. É como preparar churrasco pra família inteira e só aparecer um convidado! A produção média ficou em 960 quilos por hectare, número mais baixo que água em arroio em tempo de estiagem.
O que dizem os entendidos da coisa
Daniel Furlan Amaral, que é o gaudério entendido de economia da Abiove, garante que o crescimento no esmagamento da soja mostra que a indústria segue firme como estaca de galpão bem fincada. A demanda cresce tanto pelo farelo quanto pelo óleo, este último cada vez mais usado na produção de biodiesel – combustível que faz motor roncar igual cusco brabo. Já por estas bandas, o engenheiro Pedroso aponta o vilão da história: a estiagem castigou nossas terras como nunca antes, com dias e mais dias sem uma gota d’água, deixando as plantas mais sedentas que tropeiro após travessia do pampa. A quebra de safra em Alegrete tá estimada em 60%, um número que dói mais no bolso do produtor que espinho em pé descalço.
Enquanto o Brasil se encaminha para bater mais um recorde na produção de soja, nosso Alegrete enfrenta os desafios que a natureza impôs. Esta disparidade mostra como a agricultura é, ao mesmo tempo, promissora e desafiadora em nossa terra. Os produtores alegretenses, com a resiliência típica do povo gaúcho, já começam a planejar o próximo plantio, porque quem é da fronteira sabe que depois da tempestade sempre vem a bonança. O importante é manter a esperança mais viva que brasa de fogo de chão.
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Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/soja-abiove-projeta-safra-superior-a-150-milhoes-de-toneladas/









