Da tristeza à esperança: um laço de solidariedade
Buenas, tchê! Lá pelos pagos do Getúlio Vargas, a EMEB Marcelo Faraco virou palco de uma história mais bonita que entardecer na fronteira. A professora Cleidi Guterres, dessas criaturas de coração grande como o pampa, descobriu que sua aluna Mônica Maria dos Santos ia ficar sem festa de 15 anos. A guria, que já cursa o nono ano, havia perdido a vó recentemente, e por conta dessa tristeza, a mãe Diana dos Santos cancelou a pequena comemoração que tinha planejado. Mas como diz o ditado gaúcho: ‘Esperança é como o chimarrão – tem que estar sempre quente no peito do vivente’.
A união que fez a festa acontecer
Mais decidida que tropeiro em dia de rodeio, a professora Cleidi não deixou barato. Conversou com a direção da escola, que topou na hora sediar a festa. E assim começou um mutirão mais organizado que formigueiro em dia de verão! Enquanto a professora garantiu o vestido pra prenda, os outros professores e colegas contribuíram cada um com seu prato, numa demonstração de união mais forte que nó de laço. A mãe, Diana, entrou na roda e levou o bolo e uma decoração simples, mas cheia de significado. As colegas da Mônica, desde cedinho, se dedicaram a produzir a aniversariante, fazendo ela mais linda que o amanhecer na campanha. Foi um trabalho de formiguinha, com cada um fazendo sua parte pro grande dia brilhar.
Uma valsa que emocionou o Getúlio Vargas
O momento do parabéns foi mais emocionante que final de Freio de Ouro! Com o vestido no corpo e o sorriso no rosto, Mônica viu o sonho se realizar dentro da própria escola, rodeada pelos colegas, professores e suas duas irmãs que também estudam na EMEB Marcelo Faraco. ‘Foi uma aula de amor e empatia, pois nos unimos para que tudo saísse perfeito, foi a união da família/escola. Todos comentaram que ela merece e foi uma alegria poder comemorar esse aniversário’, contou a professora Cleidi, com os olhos marejados como orvalho na grama. Naquela tarde, não era só uma guria soprando velinhas, era toda uma comunidade escolar mostrando que, em Alegrete, ninguém fica de fora da roda.
Em resumo, tchê, essa história mostra que na nossa Alegrete, a escola vai muito além das quatro paredes e dos livros. É um lugar onde se aprende o valor da solidariedade e do companheirismo, valores mais preciosos que ouro na tradição gaúcha. A EMEB Marcelo Faraco ensinou que mesmo nos momentos de dor, a comunidade se une pra transformar lágrimas em sorrisos. E a Mônica vai carregar essa lembrança por toda vida, não apenas como o dia em que completou 15 anos, mas como o dia em que sentiu o abraço coletivo do seu pago.
Compartilha esse causo com aquela professora que faz milagres na vida dos alunos! Manda também pros parentes que dizem que ‘juventude de hoje não tem mais valores’. Essa prosa merece correr os quatro cantos da querência!









