Uma Guardiã das Tradições do Pago
Buenas, vivente! Quando o assunto é a preservação das nossas tradições, a prenda Ilva Borba Goulart, mais firme que esteio de galpão, não arrega as rédeas. Como presidente da 4ª Região Tradicionalista, ela campeia pela cultura gaúcha com a mesma garra que um peão defende sua querência. ‘O folclore do Brasil é muito rico e precisa ser preservado. Cada região tem as suas tradições, e somos um país abençoado neste sentido’, relembra a prenda, com os olhos mais brilhantes que braseiro em noite de inverno. Segundo ela, nossa tradição gaúcha é reconhecida mundo afora, mas ainda falta valorização e apoio a todo esse cabedal cultural que carregamos nas costelas.
O Bolicho de Causos e Lendas da Nossa Terra
Mas bah, tchê! O folclore gaúcho é mais sortido que prateleira de armazém antigo! Por estas bandas do pampa alegretense, as histórias do Negrinho do Pastoreio e do Lobisomem ainda correm soltas como potro em campo aberto. As danças? Essas então! Do fandango ao vaneirão, é só ver os casais rodopiando mais ligeiro que vento minuano pra entender a alegria que corre no sangue desta gente. E que dizer das trovas e dos causos contados ao pé do fogo? São histórias passadas de geração em geração, que nem herança de família. Temos ainda a música tradicionalista e nativista, que conta nossas histórias com acordes que parecem nascer do próprio chão dos pampas. E quem já não sentiu aquele aperto no peito ao ouvir uma milonga bem tocada numa roda de galpão?
Da Pilcha ao Chimarrão: O Rio Grande em Cada Detalhe
A tradição gaúcha é mais completa que churrasco de domingo! A pilcha, nossa vestimenta de honra, carrega a identidade de um povo mais orgulhoso que galo em terreiro. O chimarrão, esse companheiro de todas as horas, circula nas rodas como símbolo da hospitalidade que nem cerca consegue conter. Na culinária, o arroz carreteiro e o feijão mexido sustentam o gaúcho desde os tempos das carreteadas. Nas festas, seja na Semana Farroupilha que incendeia nossos corações de orgulho, ou nos bailes dos CTGs onde a tradição segue mais viva que touro em rodeio, o gaúcho mostra que sabe preservar o que é seu por direito e por história. Como dizia o velho ditado campeiro: ‘Quem não honra suas raízes acaba sem chão pra pisar’.
Em Alegrete, terra onde o pampa abraça o coração de cada vivente, o folclore não é apenas uma data no calendário – é o pulsar diário de um povo. As palavras de Ilva Goulart ecoam como um chamado para que cada gaúcho e gaúcha se torne guardião desse tesouro. Enquanto houver uma roda de chimarrão, um churrasco ao domingo, uma trova ao pé do fogo ou um CTG de portas abertas, o folclore gaúcho seguirá mais forte que invernada rigorosa. É dever nosso, do Baita Chão, seguir carregando esta bandeira que não é apenas tradição – é a alma de um povo que sabe de onde veio e para onde vai.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que tem orgulho das nossas tradições mas às vezes esquece de valorizá-las no dia a dia!









