Buenas, vivente: a prosa é de herança e memória!
Mas bah, tchê! Alegrete é daquelas cidades que têm a história mais enraizada que um velho umbu na coxilha. E não é que o COMPAHCA (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Alegrete) vem fazendo um trabalho mais importante que bombacha em dia de rodeio? Pra entender esse tropeio bonito que é cuidar do que nos pertence, batemos um papo com os cabeceiras desse conselho, o presidente Homero Corrêa Pires Dornelles e o vice-presidente Anderson Romário Pereira Corrêa, que nos abriram as porteiras do conhecimento sobre nossa rica herança alegretense.
De meia dúzia a um rebanho: o avanço da proteção cultural
Guapos da lida, os dois contaram que o conselho nasceu em 1982, mas de lá até 2005, a coisa tava mais devagar que carreta atolada – apenas dois prédios haviam sido marcados a ferro e fogo como patrimônio. Mas de 2006 pra cá, a gurizada do COMPAHCA não dormiu no ponto! O resultado? Trinta prédios já estão mais protegidos que terneiro em dia de inverno forte. E tem mais: outros 70 imóveis estão inventariados ou em processo de arrolamento, aguardando sua vez de entrar pro time dos guardados. Entre as relíquias já reconhecidas, se destacam o quadro do Marquês de Alegrete, que descansa na sala da presidência da Câmara de Vereadores; os dois bebedouros para animais, que viram tanta história quanto velho contador de causos; e a Locomotiva, que já transportou sonhos e agora carrega memórias.
O incentivo que faz a diferença na querência
Como diria o velho dito campeiro: ‘Quem protege o que é seu, tem sempre onde voltar’. E a prefeitura entendeu isso direitinho! Os donos de imóveis tombados em Alegrete recebem isenção do IPTU – um alívio pro bolso mais bem-vindo que chuva em tempo de seca. Mas Anderson Corrêa bateu firme numa tecla: ‘Precisamos trabalhar a educação patrimonial para que a comunidade conheça e valorize esses bens’. Isso mesmo, tchê! De nada adianta tombar se o povo não conhece a importância. E para dar um reforço nessa lida, existe o Fundo Municipal do Patrimônio Histórico, que pode viabilizar aportes financeiros mais necessários que água fresca em dia de verão forte. Esse assunto, inclusive, foi debatido com força total na sessão solene da Câmara no dia 14 de agosto, antecipando a Semana do Patrimônio Histórico Nacional, que começa dia 17, quando se celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico.
A proteção dos nossos tesouros históricos é mais que preservar pedra sobre pedra – é guardar a alma alegretense para as gerações futuras. Do ritmo lento dos primeiros anos aos galopes atuais de preservação, Alegrete mostra que entende o valor de suas raízes. Se em 40 anos saímos de 2 para 30 prédios protegidos, imagina o legado que deixaremos para os guris e prendas que ainda virão! No coração da fronteira oeste, nossa cidade segue firme como guapo em entrevero, defendendo as marcas que contam nossa história.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que vive dizendo que ‘no meu tempo era diferente’ – pra ele ver que Alegrete sabe valorizar cada página da sua história!









