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Dos TRIBUNAIS aos PARREIRAIS: Alegrete SURPREENDE o Rio Grande com PRIMEIRO vinho da fronteira oeste





Do martelo da justiça à tesoura da poda

Buenas, vivente! No último sábado (03), Alegrete viu brotar um causo que vai ficar na história deste pago querido. Mais esperado que chuva em tempo de seca, o lançamento oficial do projeto Vinhas do Alegrete aconteceu na propriedade Sanga Grande, lá nas bandas do Durasnal, beirando a BR-290, onde antes só se via o trote do gado e o balançar dos arrozais. Foi um evento de lascar, tchê! Reuniu desde o governador em exercício Gabriel Souza até o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Hugo Scheuermann, sem falar nos secretários de estado, CEOs de empresas graúdas, empresários da região, o prefeito Jesse Trindade e uma ponta de vereadores e representantes do TRT-4, todos mais ansiosos que cusco em dia de carneada.

Quatro campeiros de toga e suas 20 mil ‘prendas’

Quem diria que o desembargador alegretense Francisco Rossal de Araújo trocaria a beca pelo chapéu de palha? Mas ele não está sozinho nessa empreitada. Junto com os parceiros Luiz Henrique Leal, Joe Ernando Deszuta (um juiz que pendurou a toga) e João Luis Moro, esse quarteto mais decidido que tropeiro em dia de feira plantou nada menos que 20 mil videiras numa área de 4,6 hectares. E não pensem que fizeram as coisas de qualquer jeito! Montaram um sistema de irrigação por gotejamento mais moderno que as últimas modas da cidade grande. ‘Mesmo com a estiagem severa deste ano, mais braba que sol de janeiro, conseguimos manter o desenvolvimento adequado dos vinhedos’, contou Rossal durante a apresentação, mostrando que nem a seca espanta quem tem determinação de gaúcho.

Dos pampas para as taças do mundo

Bah, e a proseada não para por aí! Os viventes estão apostando em uvas de primeira linha: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Chardonnay vão dar origem a vinhos tintos, brancos e espumantes que prometem deixar muito sommelier de queixo caído. Mas os bagual pensaram em tudo: além da bebida, vão investir no enoturismo, com estrutura para visitação, cave e recepção ao público que vai chegar de todos os cantos para ver essa maravilha. Na primeira etapa, surge um galpão agrícola e, no futuro, a vinícola completa. O governador em exercício, Gabriel Souza, botou os pingos nos is: ‘Esse projeto não é apenas um investimento agrícola, é uma transformação cultural e econômica que coloca Alegrete no circuito da vitivinicultura gaúcha’. Ou como diria o gaúcho velho: é mais importante que o primeiro cusco da propriedade!

Com as Vinhas do Alegrete, nossa querência agora soma à tradição da pecuária e da lavoura o refinamento dos parreirais. Não é mais só o churrasco e o arroz carreteiro que vão dar nome à nossa terra – logo teremos garrafas com o selo alegretense rodando o estado e o país. Como disse o prefeito Jesse Trindade: ‘É uma nova era para Alegrete. Ver um alegretense retornando à terra natal com um projeto dessa magnitude nos enche de orgulho’. De fato, tchê, essa história mostra que o solo que criou tanto peão valente agora também embala uvas delicadas, provando que Alegrete sempre encontra novos caminhos, sem perder suas raízes. E assim, entre tribunais e parreirais, nasce um novo capítulo da história econômica e cultural do município.

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que diz que em Alegrete só dá carne e arroz! Prova pra ele que nossa terra agora também produz vinho de primeira!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/dos-tribunais-aos-parreirais-nasce-as-vinhas-do-alegrete-e-o-inicio-da-producao-de-vinho-no-municipio/


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