Da raiz à copa: a história que virou legenda
Buenas, vivente! Lá se vão 39 anos desde que um grupo de trabalhadores mais determinados que touro em porteira fechada decidiu fundar, em 5 de agosto de 1985, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete. Essa prosa começa com o pioneiro Ênio Eloy de Lima Costa, que plantou a primeira semente dessa entidade que depois foi cultivada por Antônio Carlos Dorneles Rocha, Luiz Carlos Costa de Araújo, Heloisa Bianchi de Medeiros e Fabiane Quest, até chegar ao atual presidente, o bagual Marcos Antônio Rosse. Como um bom cavalo crioulo que não desiste da cancha, o sindicato atravessou quase quatro décadas sem jamais perder o passo na defesa dos direitos da peonada que trabalha de sol a sol nas indústrias do município.
De peito aberto contra as intempéries do trabalho
Tchê, não tem tempo ruim quando o assunto é defender os direitos da classe trabalhadora! O sindicato se bandeia por todo canto, participando ativamente da FIEICA RS, CNTA e Afins, como guri ligeiro em dia de rodeio. Mais atento que cusco em porteira de estância, o STIAA sempre esteve na vanguarda do movimento sindical gaúcho e brasileiro, campereando bons salários e conquistas nos acordos e convenções coletivas. Quando os trabalhadores e trabalhadoras alegretenses precisavam de segurança jurídica, lá estava o sindicato, mais firme que palanque em campo duro, lutando pela vinda e manutenção da Junta do Trabalho em nossa querência. E não parou por aí! Quando as empresas começaram a exigir escolaridade como condição de emprego, o sindicato não ficou de braços cruzados – desenvolveu o projeto Integrar em parceria com a Federação da Alimentação, devolvendo muitos viventes ao mercado formal, como quem recolhe o gado disperso após uma tormenta.
O laço que não arrebenta na hora da lida pesada
Mas bah, a coisa ficou feia mesmo quando os acidentes de trabalho e a insalubridade nas indústrias viraram uma tragédia maior que enchente em banhado! Foi aí que o sindicato mostrou que tem mais força que touro de rodeio. Se juntou a um movimento nacional para criar a NR36, através de projetos inovadores como o Pista e o Alerta – ideias que melhoraram as condições nas plantas frigoríficas, indústrias arrozeiras e outras empresas do ramo alimentício da região. Com esse trabalho de qualidade, reconhecido em todo o estado e país, o sindicato alegretense colocou membros de sua diretoria nas comandas da Federação e da Confederação da Alimentação, mostrando que nossa gente tem mais competência que domador em festa campeira. Hoje, sob o comando do gaudério Marcos Rosse, um dos pioneiros desta peleia, a entidade segue firme como guaiaca bem apertada, buscando avanços para quem trabalha duro no dia a dia.
Em resumo, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Alegrete não é apenas uma entidade que defende direitos, mas um pedaço da história viva de nossa terra. Como o mate que passa de mão em mão na roda de amigos, o sindicato compartilha conquistas com a comunidade alegretense há quase quatro décadas. Essa história de garra e determinação mostra que, quando o povo se une, nem o vento minuano mais forte é capaz de derrubar a luta por dignidade e respeito no mundo do trabalho.
Compartilha esse causo com aquele compadre que rala nas indústrias da região ou com o vivente que não sabe a importância de um sindicato forte! A história da nossa gente precisa ser espalhada pelos quatro cantos do pago!









