Tapeação à vista: quando o chão some debaixo dos pés
Mas bah, tchê! O que era pra ser uma caminhada tranquila pelo Calçadão de Alegrete virou um entrevero dos grandes na manhã desta quarta-feira, dia 10. Uma advogada da nossa terra, caminhando firme como quem vai pra uma audiência, não percebeu que o chão estava mais traiçoeiro que arroio em dia de enchente. Sem mais nem menos, o piso abriu a boca como cusco faminto e engoliu a perna da prenda, que foi direto pra dentro de uma boca de lobo desprotegida. Alguns viventes, percebendo o perigo, até tentaram sinalizar os buracos colocando uns papelotes nas falhas das grades, mas foi mais inútil que espantar mosquito em banhado.
Socorro no pago: SAMU entra em ação pra acudir a prenda
A queda foi mais feia que tombo de guri em rodeio! A advogada machucou a canela e ficou mais sentida que cavalo com espinho na pata. Em poucos minutos, a gurizada do SAMU chegou mais ligeira que vento minuano, prestando os primeiros socorros ali mesmo no Calçadão. Vendo que o caso era mais sério que conversa de compadre, os socorristas encaminharam a prenda pra Santa Casa de Alegrete, onde os doutores puderam avaliar melhor os machucados que a cilada do calçadão deixou na pobre vivente.
De quem é o rodeio? Responsabilidade anda mais perdida que gringo em fandango
Agora vem a parte que deixa qualquer gaudério coçando a cabeça: quem deve cuidar dessas armadilhas espalhadas pelo Calçadão? A lei é clara como água de vertente: em frente de lojas e casas, a responsabilidade é dos proprietários, que têm que manter as calçadas mais ajeitadas que bombacha em dia de domingo. Já em praças, parques e outros recantos públicos como o Calçadão, a bronca é da Prefeitura. Nossa reportagem tentou uma prosa com a secretaria de infraestrutura, mas até agora foi mais ignorada que cusco em dia de festa. Como dizem os antigos por essas bandas: ‘Quem cala, consente ou tá mais escondido que tatu em toca’.
Enquanto nossa prenda advogada se recupera dos machucados, fica o alerta pros viventes de Alegrete: andar pelo Calçadão tá exigindo mais atenção que cruzar campo com cobra. As bocas de lobo seguem abertas, esperando a próxima vítima, num descuido que pode transformar um simples passeio num causo de hospital. O povo alegretense merece caminhar sem medo de que o chão vá sumir debaixo dos pés como fantasma em noite de lua.
Compartilha essa notícia com aquele compadre que vive distraído olhando pro céu enquanto caminha pelo Calçadão! Quem sabe assim evitamos que mais um caia nessa cilada!









