A Centelha que Cruza os Pampas
Mas bah, tchê! A Chama Crioula veio trotando firme, mais determinada que cusco atrás de carneada! No dia 11, enquanto o minuano soprava manso nos campos da Fronteira Oeste, os cavalarianos da 4ª Região Tradicionalista completaram uma jornada épica de 760 quilômetros desde Caxias do Sul até o Marco das Três Divisas. Não é qualquer fogo que aguenta essa travessia, mas esse é daqueles que quanto mais caminha, mais forte fica – igual à tradição do nosso povo.
Recepção de Honra no Encontro dos Pagos
A gurizada chegou com a postura mais altiva que ginete em dia de rodeio! E não era pra menos. Lá no Marco das Três Divisas, um verdadeiro parladouro de autoridades aguardava: a coordenadora da 4ª Região Tradicionalista, Ilva Borba Goulart, pilchada e de peito aberto; a coordenadora dos Festejos, Cléo Severo Trindade, mais orgulhosa que prenda com faixa nova; o prefeito Jesse Trindade, firme como palanque de galpão; o diretor-geral da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento do RS; o ex-prefeito Márcio Amaral e uma pelegada de autoridades civis e militares. Todos reunidos, como numa grande roda de mate, para celebrar aquele fogo que nunca se apaga no coração gaúcho.
A Faísca que se Espalha pela Querência
Os quatro rincões da 4ª Região – Alegrete, Uruguaiana, Quaraí e Barra do Quaraí – mandaram seus representantes mais gaudérios, cada grupo chegando com suas bandeiras hasteadas, num cenário mais bonito que entardecer em campo aberto! Depois da cerimônia, os cavalarianos, ao trotezito compassado, seguiram rumando às suas cidades. Iam carregando não só a chama nas mãos, mas também no olhar – aquele brilho de quem sabe que está levando consigo a responsabilidade de acender, no dia 13, os Festejos de 2025. Como diz o velho ditado campeiro: ‘O fogo da tradição é como braseiro de galpão: mesmo sob cinzas, sempre guarda calor para os tempos difíceis’.
Essa cavalgada de 760 quilômetros não é apenas uma jornada pelo território gaúcho, mas uma travessia pelo tempo que mantém viva a alma do nosso povo. Enquanto houver mãos para conduzir essa chama e corações para se aquecer nela, a tradição gaúcha seguirá sendo reconhecida e respeitada mundo afora. Para nós, alegretenses, participar desse momento é carregar um pedaço da história viva do Rio Grande, mostrando que, na Fronteira Oeste, as raízes estão mais firmes que tronco de umbu centenário.
Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que sempre diz que ‘tradição é coisa do passado’! A prova de que nossos costumes seguem galopando firme está aqui!









