Entrevero na repartição pública
Buenas, vivente! Lá se foi pro beleléu o sossego de um ex-funcionário público que achava que podia campear à vontade pelo dinheiro do povo de Alegrete. Mais atrevido que guri em loja de doce, o sujeito foi pego com a mão na botija enquanto fiscalizava contratos do DAER com uma empreiteira que cuidava das estradas da nossa querência. A história é mais comprida que tarde de domingo sem churrasco e envolve propinas mais escondidas que dinheiro em dia de rodeio.
As rédeas da lei apertaram o pescoço
A Justiça alegretense não tava de brincadeira e laçou o vivente com toda força da lei. O homem recebeu uma pena mais pesada que carreta em dia de safra: perdeu os bens mal-havidos, teve a aposentadoria cassada (imagina o baque!), ficou com os direitos políticos suspensos por 14 anos – tempo suficiente pra um potrilho virar matungo velho. E tem mais! Vai ter que desembolsar uma multa de R$ 353.658,01, quantia que faria qualquer gaudério cair de costas no campo. Pra completar o tiro de misericórdia, tá proibido de fazer negócio com o governo ou receber qualquer benefício fiscal pelos próximos 14 anos em todo território nacional. Más notícias pra quem pensava que a lei era que nem cerca de arame: só prende os fracos.
O laço da justiça alcança a todos
O causo ficou mais enredado que trama de teia quando se descobriu que o vivente usava a empresa pra pagar suas contas particulares – desde faxineira até conserto do carro. Mas o baile da justiça não parou por aí, tchê! A empresa envolvida na maracutaia já devolveu aos cofres públicos, em maio de 2018, a bagatela de R$ 541.953,45 – dinheiro suficiente pra comprar um rebanho de primeira. E não é que antes mesmo do nosso personagem ser condenado, a empresa, seus donos e um responsável técnico já tinham feito acordo com o Ministério Público? Pagaram R$ 335.000,00 em multas, além de outras sanções previstas na Lei de Improbidade. Como diz o ditado da campanha: ‘Quem mexe com o que é do povo acaba pastando em campo alheio’.
Essa história toda mostra que em nossa Alegrete, a justiça pode demorar mais que assado de domingo, mas chega firme como tropeiro em fim de jornada. É um recado claro pra qualquer vivente que pense em se aproveitar do cargo público: a lei está mais atenta que cusco em porteira de estância. Ainda cabe recurso da decisão, mas o estrago na reputação é como marca de ferro quente – não tem como apagar.
Compartilha esse causo com aquele compadre que vive dizendo que ‘político rouba mas ninguém vai preso’! A justiça de Alegrete tá mostrando que nem tudo é baile de mentirinha!









