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DIA DO RADIALISTA: Quando o ‘cusco’ do microfone CONECTA gerações e faz o pago vibrar!

No coração da fronteira oeste, Alegrete celebra os artistas das ondas sonoras que há décadas embalam o dia a dia da nossa querência





Causos e Vozes que Ecoam nas Coxilhas

Buenas, vivente! Hoje o chimarrão vai circular acompanhado de histórias que saem pelos alto-falantes e entram direto no coração dos alegretenses. É que nesse 7 de novembro, mais especial que domingo de churrasco, celebramos o Dia do Radialista – data que virou lei em 2006 pra homenagear o grande Ary Barroso, aquele gaúcho honorário nascido em 1903 que, mesmo não sendo da fronteira, tinha tanta garra quanto qualquer um dos nossos. No Programa de José Augusto Vargas e Felix Bardim, três bagualões das ondas do rádio se reuniram pra uma prosa mais esperada que chuva em janeiro: Jucelino Medeiros da Nativa FM, Carlos Conrad da Rádio Alegrete e Geremias Oribes da Rádio Sentinela, cada um com sua história e legado mais enraizado que velho umbu na campanha.

Da Voz que Cura à Memória que Permanece

O vivente Jucelino Medeiros abriu o coração como quem abre porteira de campo, revelando que voltou pra querência em 1999 e encontrou no rádio não só sustento, mas realização. ‘Se tivesse que repetir cada passo, faria tudo novamente’, contou o gaudério com a sinceridade de quem não mente nem pro espelho. Mas a vida não foi sempre baile de CTG. Em 1986, enquanto comandava o Show da Tarde na Rádio Alegrete, o homem enfrentava uma depressão mais pesada que carreta atolada – descoberta só em 1990. ‘Eu fazia um programa muito alegre e tinha que estar alegre, mas naquele momento isso não condizia com o que eu vivia’, desabafou Jucelino, que hoje comanda o programa Estação Saudade aos sábados na Nativa FM, feito para aqueles que gostam de relembrar os sons das décadas de 80 e 90, mais nostálgicos que gaiteiro velho relembrando os bailes da juventude.

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Duas Datas, Uma Paixão

Mas tchê, a coisa não é simples nem pra data comemorativa! O radialista é tão importante que tem duas datas pra chamar de suas: o tradicional 21 de setembro, que lembra a lei de 1943 do velho Getúlio Vargas que garantiu o salário-base da categoria, e o 7 de novembro, oficializado em 2006. Quer mais? Tem ainda o Dia Mundial do Rádio em 13 de fevereiro, instituído pela Unesco. É mais data que aniversário em família grande! E como bom teimoso de fronteira, muitos profissionais seguem comemorando em todas as datas, numa prova de que o rádio segue firme como estaca de galpão, resistindo ao tempo e às novas tecnologias, levando companhia pra quem está sozinho e informação pra quem está distante.

Em Alegrete, essas vozes que atravessam o tempo são mais que simples radialistas – são companheiros invisíveis que entram nas casas sem bater na porta, que acordam o peão cedinho e que adormecem a prenda à noite. São contadores de causos, mensageiros de notícias e, acima de tudo, parte da família alegretense. O rádio pode ter mudado com o tempo, mas segue sendo aquela conexão sincera que nenhuma modernidade conseguiu substituir – porque tem coisas que só a voz humana, carregada de emoção e regionalidade, consegue transmitir.

Compartilha esse causo com aquele vivente que não passa um dia sem sintonizar o radinho de pilha! E se conhece um guri da nova geração que acha que rádio é coisa do passado, manda esse link pra ele aprender que tradição boa nunca morre!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/dia-do-radialista-o-radio-que-conecta-tempos-e-pessoas-um-encontro-entre-vozes-de-alegrete/


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