Do triciclo ao troféu: a caminhada de uma prenda valente
Buenas, vivente! Lá se vai a história de uma prenda que mostrou ser mais forte que taquara em ventania! Carine Borges, a alegretense de fibra que hoje pasta em campos catarinenses, é dessas mulheres que transformam a dificuldade em adubo pra crescer. Por quatro anos, essa guerreira tem trazido o projeto Pernas Solidárias pra nossa querência, empurrando o triciclo da filha Beatriz – uma jovem PCD – pelos caminhos de pedra e poeira que a vida lhes apresentou. Como quem conduz o gado com firmeza nos dias de trovoada, Carine nunca titubeou em colocar a cria em primeiro lugar, mesmo quando isso significou se perder um pouco de si mesma nas voltas do tempo.
Da depressão à linha de chegada: o entrevero pessoal de Carine
Mas tchê, a história dessa prenda tem mais reviravoltas que laço bem manejado! Carine, aos seus 45 janeiros, enfrentou a obesidade e a depressão como quem enfrenta um minuano brabo – de peito aberto e coragem no coração. Quando voltou pra terra onde o umbigo foi enterrado, começou a reescrever sua história passo a passo, quilômetro por quilômetro. No último fim de semana, a brava alegretense fez o que muitos acham mais difícil que domar bagual chucro: largou a zona de conforto e se desafiou na sua primeira corrida solo! E não é que a guria, com a mesma determinação de quem atravessa arroio cheio, conquistou o quarto lugar em sua categoria? Façanha de uma mulher que sabe que cada conquista começa com um passo de coragem, como ela mesma proseou.
Um galope pela própria estrada, sem largar as rédeas do amor
A cada passada na prova, Carine sentia a ausência da Beatriz como quem sente falta do mate nas manhãs frias – um vazio que aquece o peito de saudade. ‘O amor também se fortalece quando a gente se redescobre’, filosofou a guerreira, com a sabedoria de quem aprendeu que cuidar de si não é abandonar o outro, mas sim ter mais força pra seguir junto. Pra chegar até a linha final, ela precisou de uma rede de apoio mais firme que esteio de galpão, pra conciliar os treinos com a maternidade atípica. Entrou pra assessoria Cristiano Montanha e, como diz o ditado campeiro, ‘quem não arrisca, não petisca’. Mesmo quando a semana corria mais ligeira que potro em campo aberto e não sobrava tempo pra treinar direito, ela nunca entregou os pontos. É dessas que, como dizem nos rincões do pampa: pode até cair do cavalo, mas levanta, sacode a poeira e monta de novo!
A história de Carine Borges não é só de uma corredora que conquistou o quarto lugar. É o retrato vivo de uma mulher alegretense que, mesmo longe de sua terra, carrega no sangue a força da fronteira e no coração o amor incondicional de mãe. Como ela mesma diz, cada conquista começa com um passo de coragem – e esse passo ecoa por toda nossa comunidade, mostrando que ser mãe de uma criança com necessidades especiais não é motivo pra deixar de sonhar e vencer. De Alegrete para Santa Catarina, o exemplo dessa prenda valente agora volta pra casa em forma de inspiração.
Compartilha esse causo com aquela prenda guerreira que anda precisando de um empurrãozinho pra começar sua própria corrida! Quem sabe essa história não é o tranco que faltava pro teu amigo que vive dizendo que ‘não tem tempo’ pra cuidar da saúde?









