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DEBAIXO D’ÁGUA e DE PÉ: 20 de Setembro em Alegrete PROVOU que tradição não se dobra nem com TEMPORAL!

Nem o minuano choroso conseguiu apagar a chama farroupilha que ardeu no peito dos alegretenses durante o tradicional desfile na Semana Farroupilha





O céu que chorou e o gaúcho que não se dobrou

Buenas, vivente! Lá veio a água do céu, mais persistente que cusco em dia de churrasco, querendo testar a fibra do povo gaúcho! A chuva, que desabou na madrugada como quem não quer dar trégua, ora caia forte como potro em disparada, ora mansa como redomão bem domado. Molhou bombachas, encharcou vestidos de prenda e transformou chapéus em calhas d’água. Mas quem conhece o alegretense já sabe: o que arde no peito dessa gente nem dilúvio apaga! Ali, em cada passo firme dos cavalos na avenida, em cada olhar orgulhoso de peões e prendas, e em cada gurizada encharcada mas de peito estufado, a mensagem era clara como água de vertente: tradição, tchê, não se negocia nem por decreto do tempo!

Quando a coragem veste bombacha molhada

Mas bah! Aquele desfile foi mais campeiro que rodeio em domingo de sol! Não era apenas um cortejo de gente e bicho – era uma aula viva de garra e persistência. Os viventes que ali marchavam não pediam aplauso pra existir, mas ao existir, ensinavam que nem o céu em fúria consegue parar um gaúcho quando ele resolve honrar suas raízes. A chuva tentava, teimosa que só ela, mas a memória farroupilha seguia firme, mais resistente que palanque em banhado firme. ‘Temo aqui porque é aqui que devemo estar’, dizia o olhar de cada participante, enquanto seus corpos encharcados carregavam não só água, mas a história viva de uma gente que não arreda o pé quando o assunto é seu pago.

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O rastro que a água não levou

A tropilha passou, os cavalos marcaram presença, e as homenagens aconteceram como manda o figurino da tradição, mesmo com o tempo mais carrancudo que capataz em dia de lida atrasada. Mas o que realmente importava ali não era estar seco – era estar presente. Cada cavalo que marchava carregava mais que seu ginete encharcado – levava nos cascos a memória de gerações inteiras. Quando o ponteiro do relógio se aproximou das 13h, o desfile chegou ao fim com Cleo Trindade, o coordenador, e os demais integrantes da Comissão encerrando oficialmente a cerimônia. Mas como diz o velho ditado campeiro: ‘O que é bem feito, nem a chuva desfaz’. E foi bem assim que aconteceu!

Quem esteve ali, com a roupa grudada no corpo e o orgulho ardendo no peito, sabe bem: o desfile pode ter terminado, mas o que ele representa continuará mais vivo que chama de galpão em noite fria. Porque a grandeza de um povo não se mede pela ausência de chuva, mas pela coragem de enfrentá-la quando a causa vale a pena. Em Alegrete, nesse 20 de Setembro, o rastro deixado não foi de lama ou poça d’água – foi de orgulho que corria mais forte que as enxurradas. Foi a prova de que nossa querência, quando se trata de honrar suas raízes, é mais firme que invernada de taura!

Compartilha esse causo com aquele amigo gaudério que diz que não sai de casa quando chove! Mostra pra ele que tradição gaúcha não se dissolve em água!

Fonte: https://www.alegretetudo.com.br/20-de-setembro-alegrete-foi-forte-aguerrido-e-bravo/


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