Quando a história galopa pelas ruas do pago
Buenas, vivente! Se tu visse o que aconteceu nas ruas da nossa querência no sábado, ia ficar mais faceiro que guri em véspera de rodeio! Alegrete se vestiu de gala pra celebrar o Dia Nacional do Patrimônio Cultural, misturando o cheiro do passado com o brilho do presente. A cidade inteira virou palco de um causo vivo, com cavalarianos trotando na frente, mais orgulhosos que galo em terreiro novo, representando o início da nossa história que começou com o tenente-coronel José de Abreu, o fundador da cidade. Logo atrás, os carros da Confraria dos Carros Antigos relumeavam ao sol, mostrando que a história também pode ter motor e rodas.
O cortejo que fez Alegrete voltar no tempo
Mais caprichado que traia de domingo, o cortejo partiu da Praça General Osório e foi rasgando caminho pela Rua dos Andradas, como rio que sabe seu destino. A Guarda Municipal abriu a passagem com dois batedores, mais respeitados que patrão em dia de pago. Os cavalarianos vinham logo atrás, trazendo no trote dos seus fletes a lembrança dos primeiros tempos do nosso município. O trajeto seguiu pela Vasco Alves até chegar na Praça Getúlio Vargas, onde a Banda do 10º Batalhão Logístico, sob o olhar atento do coronel Anderson Félix, fez a pracinha vibrar com músicas que deixavam o coração mais quentinho que chimarrão em roda de amigos. Era a Diretora de Cultura, Vanessa Peres, quem comandava esse fandango histórico, mais organizado que prateleira de armazém.
Os causos e as vozes que fazem nossa história
As autoridades falaram ao público como quem conta histórias ao redor do fogo. O vereador Paulo Bérquo, vice-presidente da Câmara, falou da cultura que une a gente mais que carne na brasa em domingo de família. A professora Iolanda Cunha, ex-vice-prefeita e ex-secretária de Cultura, lembrou que todo vivente pode fazer cultura e que o rádio é parceiro do povo como o cusco é do campeiro. O ex-prefeito Marcio Amaral, mais feliz que cavalo solto em campo verde, disse que participar desse cortejo era motivo de orgulho: ‘Estamos diante de prédios tombados que guardam parte da nossa memória’, declarou com a emoção de quem reconhece o valor do que é nosso. O Coronel Félix e Alex de Souza, secretário interino da SEDETUR, também deixaram seus recados. E pra fechar com chave de ouro, o historiador Silvio de Carvalho explicou os trajes do desfile e contou causos da origem de Alegrete, relembrando o papel fundamental do José de Abreu, mais importante para nossa história que estaca firme em cerca de lei.
Mas não era só o Dia do Patrimônio que se celebrava, tchê! A data ganhou mais brilho por marcar os 100 anos da administração de Oswaldo Aranha como intendente de Alegrete. Em 1925, esse filho ilustre do nosso chão assumiu a gestão e fez a cidade avançar mais rápido que cavalo em carreira limpa, trazendo melhorias na iluminação, pavimentação e saneamento. Reconhecido até na ONU, Aranha deixou marca na nossa terra antes de conquistar o mundo. E assim, entre cavalos, carros antigos e discursos emocionados, Alegrete mostrou que sabe valorizar suas raízes. Fundada em 1817 por José de Abreu, em terras doadas por Antônio José de Vargas, nossa cidade cresceu e se desenvolveu, mas nunca esqueceu de onde veio. A celebração deste sábado foi mais que um desfile – foi um momento de passar o laço da história no pescoço das novas gerações, para que o orgulho de ser alegretense nunca se perca nas coxilhas do tempo.
Compartilha esse causo com aquele compadre que vive dizendo que ‘não se fazem mais eventos como antigamente’! Mostra pra ele que em Alegrete a tradição segue firme como estaca de inhanduvá!









