A praga silenciosa que ronda os galpões brasileiros
Buenas, vivente! Imagine uma armadilha mais sedutora que promessa de político em tempo de eleição e mais perigosa que arroio cheio em dia de chuvarada. É assim que o vício em jogos de azar vem laçando quase 11 milhões de brasileiros pelo peito, deixando muita gente mais enredada que terneiro em arame farpado. Conforme o III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, 7,3% dos campeiros e prendarizadas de 14 anos ou mais já estão galopando pelo campo minado do jogo problemático, perdendo controle das rédeas da própria vida.
Mais do que parar o vício, é preciso reconstruir os laços
Quem entende das manhas desse redomão brabo é o doutor Felix Kessler, um baita de um entendido que comanda o Serviço de Psiquiatria de Adições do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O home é mais claro que água de vertente quando explica: ‘O contrário da adição nem sempre é somente a abstinência, mas a conexão com indivíduos saudáveis e a ressignificação de valores’. Em bom gauchês, isso quer dizer que não basta largar as cartas ou a maquininha – o vivente precisa encontrar gente boa pra compartilhar o mate da vida. ‘O sofrimento que alimenta os jogos de azar só pode ser aplacado pela reconstrução de vínculos emocionais positivos – com familiares, amigos e até mesmo profissionais de saúde’, ensina o doutor com a sabedoria de quem conhece os atalhos dessa campanha difícil.
Uma porteira aberta para a recuperação nos pampas
Mas não fique mais caído que queixo de gaudério em rodeio, tchê! Lá nos pagos da capital, o Hospital de Clínicas abriu uma porteira bem larga pra quem quer desencilhar desse apero pesado. O tratamento é mais completo que kit de churrasco em domingo de família: tem Terapia Cognitivo-Comportamental, rodas de prosa com profissionais que entendem do riscado e, quando o petiço precisa de um reforço, até remédio pra ajudar na caminhada. E o mais lindo é que o caminho pra chegar lá é mais direto que estrada de campo: pode ser pela rede básica de saúde, pelas emergências psiquiátricas ou pelos Centros de Atendimento Psicossocial. Como diria o velho ditado campeiro: ‘Quem procura ajuda, acha mais que cusco fareando rastro de tatu’.
Em resumo, gurizada, o problema do jogo patológico é mais sério que geada em plantação de verão, mas tem tratamento, tem cura, tem esperança. Lá no Hospital de Clínicas e em outros rincões de saúde do nosso Rio Grande, os profissionais estão de laço pronto pra ajudar. O doutor Kessler nos ensina que a recuperação vem quando encontramos quem nos dê a mão nessa travessia difícil – seja família, amigos ou os especialistas que conhecem as manhas desse redomão brabo. Afinal, nessa querência chamada vida, ninguém precisa trotar sozinho.
Compartilha esse causo com aquele amigo ou familiar que pode estar lidando com o vício em jogos ou conhece alguém que precisa de uma mão amiga nessa travessia!









