Do Ibirapuitã às estrelas: um filho do pampa entre galáxias
Buenas, vivente! Temos um motivo de sobra pra inflar o peito de orgulho! Enquanto muitos de nós aqui campeamos o gado no campo ou matemos na sombra, um filho desta terra está prestes a campear algo bem diferente: buracos negros! O alegretense Lucas Ramos Vieira, criado neste pedaço de chão que nós chamamos de casa, vai participar de um projeto astronômico mais importante que troféu em final de rodeio. O guri, que já foi longe nos estudos – é graduado em Física pela UFSM, com mestrado em Geofísica Espacial pelo INPE e atualmente é professor do Instituto Federal Catarinense – agora vai usar um dos maiores telescópios do mundo, lá nos altos do Chile, pra desvendar como os buracos negros influenciam o nascimento das estrelas.
Projeto BAH: quando o tchê chega ao espaço
Mas bah, tchê! O projeto astronômico leva o nome que todo gaúcho reconhece na hora: BAH! E não podia ser mais apropriado. Assim como um bom “bah” expressa nossa surpresa diante das maravilhas do pampa, esse projeto vai investigar as maravilhas do universo. Liderado pelo professor Rogemar André Riffel, o BAH vai estudar como os buracos negros supermassivos – uns bichos mais pesados que carreta atolada em banhado – influenciam a formação de estrelas em galáxias distantes. Esses buracos negros não são simples sugadores cósmicos como muitos pensam, são verdadeiros domadores do espaço que podem determinar o futuro de galáxias inteiras! Junto com Lucas, a pesquisadora Marina Bianchin, também formada pela UFSM e atualmente na Espanha, vai integrar essa comitiva gaúcha nas alturas do Chile.
De Alegrete para Potsdam: a jornada continua
Antes de se bandear pro Chile com o telescópio ALMA, nosso conterrâneo vai fazer uma parada estratégica. No dia 7 de outubro, Lucas vai trotear até Potsdam, cidade alemã pertinho de Berlim, onde vai ficar por 10 meses estudando esses tais Núcleos Ativos de Galáxias. Como ele mesmo explica, com a precisão de quem conhece o assunto como peão conhece seu cavalo: “AGN são galáxias com buracos negros supermassivos em seu centro, com massa de milhões a bilhões de vezes a massa do Sol, e que emitem alta luminosidade devido à acreção de gás ao redor do buraco negro”. Traduzindo pro linguajar campeiro: são uns monstros mais poderosos que vento minuano que podem mudar o destino de galáxias inteiras!
O telescópio ALMA, com suas 66 antenas gigantes no deserto do Atacama, vai ser o laço que nossos pesquisadores gaúchos vão usar pra capturar sinais invisíveis aos olhos humanos. É lá, naquele céu mais limpo que água de vertente, longe da poluição luminosa, que Lucas e seus parceiros vão buscar entender como o universo funciona. De Alegrete para as estrelas, Lucas Ramos Vieira mostra que o povo desta terra tem a mesma força dos buracos negros que ele estuda: uma capacidade de brilhar que ultrapassa fronteiras e alcança o infinito do universo.
Compartilha esse causo com aquele amigo que vive olhando pro céu nas noites de Alegrete! Que todo mundo saiba que temos um conterrâneo desvendando os mistérios do universo!









