A torneira que secou mais ligeiro que orvalho no verão
Mas bah, tchê! Mais de trinta anos bebendo água da mesma vertente e, de repente, os viventes do final da Rua Dr. Lauro Dornelles se viram com a goela mais seca que chapadão em janeiro! No dia 16, sem mais nem menos, os homens da Corsan chegaram e fecharam aquela torneira que, desde os tempos dos antigos, abastecia as famílias dentro do campo das Birutas. A água que jorrava mais constante que causos em roda de mate simplesmente parou, deixando cinco famílias olhando pro céu, esperando que nem chuva em tempo de estiagem.
O clamor dos sedentos e a correria dos representantes
Pablo Cardoso, um dos gaudérios atingidos pela secura repentina, ficou mais perdido que gringo em rodeio de fronteira. ‘É complicado ficar sem água’, desabafou o vivente, com a simplicidade de quem conhece o valor de cada gota no dia a dia. A gurizada, então, nem se fala – crianças com sede é coisa que corta o coração de qualquer cristão da campanha! Foi aí que o vereador Leandro Meneghetti, mais ligeiro que potro em disparada, se bandeou pro local do problema. O homem não perdeu tempo e já campaneou a Defesa Civil e o superintendente da Corsan, exigindo que ninguém ficasse com a cuia seca, principalmente as crianças da região.
A promessa de água nova que renasce da seca
Por entre promessas e esperanças, a Corsan garantiu que vai fazer uma nova rede de abastecimento, mais organizada que invernada bem cercada, para que todas as famílias fiquem amparadas como potro sob a proteção da égua. A assessoria da companhia já foi contatada e, segundo as últimas prosas, acredita que até amanhã a questão seja resolvida, mais rápido que laço bem armado. Os moradores aguardam ansiosos, com a paciência de quem já enfrentou mais de uma enchente e mais de uma seca neste nosso pago alegretense. Afinal, como diz o ditado da campanha: ‘Água parada não move moinho, mas promessa cumprida faz a sede passar!’
Este causo nos mostra que mesmo após três décadas de costume, os viventes do Canudos precisaram enfrentar a torneira seca, mas a comunidade alegretense não deixa ninguém na mão. Entre a surpresa da sede e a esperança da solução, fica a lição de que em Alegrete, quando a água falta, a solidariedade transborda. Agora é aguardar que a Corsan faça a água correr novamente, tão certa quanto o Ibirapuitã que corta nossa terra.
Compartilha esse causo com aquele compadre que reclama da conta da água mas não aguenta ficar um dia com a torneira seca!









